China demite autoridade do Partido Comunista após escândalo sexual

Lei Zhengfu afirma que vídeo, gravado em 2007 e divulgado na internet, é falso

Reuters

23 de novembro de 2012 | 09h24

XANGAI - A China demitiu nesta sexta-feira, 23, uma autoridade distrital do Partido Comunista devido ao vazamento na internet de um vídeo em que ele aparece fazendo sexo com a amante.

O caso mostra a influência de serviços de microblogs como o Weibo, uma espécie de Twitter chinês, e os cuidados que o Partido Comunista está adotando para coibir abusos de poder, impunidade e corrupção. Imagens de reprodução tiradas do vídeo começaram a aparecer na terça-feira no Weibo.

Lei Zhengfu, chefe distrital do partido em Chongqing (sudoeste), foi demitido depois que uma investigação interna confirmou que era ele quem aparecia no vídeo, segundo a agência estatal de notícias Xinhua. Lei disse na quinta-feira à agência que o vídeo, gravado em 2007, era uma falsificação.

Ele não é o primeiro funcionário do Partido Comunista na mesma cidade a se envolver num escândalo. Recentemente, o ex-dirigente local Bo Xilai, estrela em ascensão na política chinesa, foi expulso do partido por acusações de abuso de poder, corrupção e de manter "relações sexuais impróprias com múltiplas mulheres".

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