China descobre fábrica de bombas em área de luta étnica

Forças de segurança chinesas descobriram um local de fabricação de bombas na instável região oeste de Xinjiang, onde ocorrem, conflitos entre muçulmanos e chineses. Seis suspeitos foram detidos, e uma grande quantidade de material para a fabricação de artefatos explosivos foi encontrada, segundo informação do Ministério de Segurança Pública. Investigações iniciais mostraram que os suspeitos haviam iniciado a fabricação de bombas após os confrontos étnicos em Urumqi, capital de Xinjiang, em julho, diz o ministério, que não informa quando as prisões foram feitas.

AE-AP, Agencia Estado

16 de setembro de 2009 | 16h08

O Ministério diz que o grupo estabeleceu três oficinas de fabricação de bombas na periferia da cidade de Aksu, cerca de 700 quilômetros ao sudeste de Urumqi, e já haviam montado 20 artefatos explosivos. O grupo planejava colocar bombas em carros, motocicletas e pessoas e "realizar atividades terroristas de sabotagem", mas foram impedidos pela ação policial.

Os nomes Seyitamut Obul e Tasin Mehmut, descritos pela agência estatal de notícias Xinhua como líderes do grupo, aparentemente os identifica como membros do grupo étnico uigur turco muçulmano, radicais que lutam contra o controle chinês em Xinjiang. Os uigures são culturalmente diferentes da maioria chinesa han, que atualmente domina a vida e os postos de comando em Urumqi, apesar de os uigures comporem a maioria da população na região de Xinjiang.

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