China desmente pedido de desculpas de Kim Jong-il

O presidente norte-coreano, Kim Jong-il, não se desculpou pelo primeiro teste nuclear de seu país durante sua reunião com o emissário chinês Tang Jiaxuan na semana passada, disseram nesta terça-feira fontes do Ministério de Relações Exteriores da China."Essas informações são inexatas. Não ouvi nada sobre Kim Jong-il se desculpar", ressaltou o porta-voz do Ministério, Liu Jianchao, em referência às informações divulgadas pela imprensa sul-coreana e japonesa.O porta-voz chinês confirmou, porém, as informações de que Pyongyang não tem intenção de promover um segundo teste nuclear a menos que haja "razões externas"."O presidente Kim Jong-il disse que a Coréia do Norte não tem intenção de efetuar um segundo teste nuclear mas observou que se houver pressão externa ele terá direito a adotar novas medidas", disse Liu, que não explicou quais seriam os "motivos externos".É a primeira reação oficial da China aos diversos boatos e comentários da imprensa japonesa e sul-coreana após a reunião entre o conselheiro de Estado Tang Jiaxuan e o presidente norte-coreano na quinta-feira passada, em Pyongyang.Segundo o porta-voz chinês, Kim afirmou sua "boa vontade" para reatar as conversas nucleares de seis lados e seu compromisso com a desnuclearização da península coreana.Sobre a retomada do diálogo multilateral, com as duas Coréias, Rússia, Japão, EUA e China, Liu disse que "não é um caminho fácil" e são necessários "árduos esforços".O principal empecilho, analisou, é a falta de um acordo sobre como retomar as conversas. Mesmo assim, ele disse confiar num consenso. Japão espera por mais testesO ministro do Exterior do Japão alertou nesta terça-feira sobre a possibilidade de mais testes nucleares por parte da Coréia do Norte.Taro Aso elogiou a China por enviar altos diplomatas para Pyongyang na semana passada para conversas com o líder norte-coreano Kim Jong il, mas acrescentou que "isso não significa que possamos ser otimistas em relação ao abandono do programa nuclear norte-coreano, ou um retorno às conversas de seis lados."Aso, ao falar a um comitê de defesa e negócios externos, disse que o Japão tinha que estar preparado para a possibilidade de um "segundo ou terceiro teste", pela Coréia do Norte, que realizou o primeiro teste em nove de outubro."Até onde me lembro, nenhum país parou com seus testes nucleares após realizar o primeiro", disse Aso. "É de senso comum acreditar que haverá um primeiro e um segundo.

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