Marton Monus/ EFE
Marton Monus/ EFE

China desmonta rede que vendia vacinas falsas contra a covid-19

A polícia prendeu mais de 80 suspeitos e apreendeu mais de três mil seringas contendo água salgada; tráfico ocorria desde setembro em Pequim e outras duas províncias

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de fevereiro de 2021 | 04h45

PEQUIM - A polícia da China desmantelou uma rede de traficantes de vacinas falsas contra a covid-19, com a prisão de mais de 80 suspeitos e a apreensão de mais de três mil seringas contendo água salgada, informou nesta terça-feira, 2, a imprensa nacional. De acordo com o jornal Global Times, os falsificadores "possivelmente estavam considerando vender as vacinas no exterior".

O tráfico ocorria desde setembro em Pequim e em duas províncias do leste do país, Shandong e Jiangsu, informou a agência de notícias Xinhua.

A polícia "destruiu laboratórios de falsificação, cortou cadeias comerciais, deteve mais de 80 suspeitos e apreendeu mais de três mil vacinas contra a covid-19 falsas", acrescentou a agência de notícias oficial.

A Xinhua não especificou quantas vacinas falsas foram vendidas ou administradas ou quanto o tráfico trouxe, apenas disse que as doses falsas foram vendidas a "um preço alto". O Global Times estima que as vacinas falsas, cheias de água salgada, eram inofensivas e não causaram vítimas, mas os "vacinados" não tinham qualquer proteção contra o coronavírus.

A China, onde a covid-19 apareceu pela primeira vez no final de 2019, investiu muito dinheiro e energia na produção de vacinas, prometendo torná-las "um bem público global". Por enquanto, as autoridades sanitárias aprovaram apenas uma vacina, no final de dezembro, desenvolvida pelo laboratório Sinopharm.

Pequim começou no verão passado a vacinar centenas de milhares de pessoas consideradas "em risco", incluindo diplomatas e estudantes que estavam indo para o exterior. Com a aproximação do Ano Novo Chinês (12 de fevereiro), que costuma ser acompanhado por centenas de milhões de turistas, as autoridades pretendem vacinar massivamente a população.

Até 26 de janeiro, quase 23 milhões de doses foram administradas no país de 1,4 bilhão de pessoas, anunciou o Ministério da Saúde.

Desde o início da pandemia, milhares de pessoas foram processadas na China por vários crimes, que vão desde "espalhar boatos" a esconder seu contágio ou recusar-se a cumprir medidas preventivas contra a epidemia. A China quase erradicou a doença em seu solo, embora tenham surgido surtos limitados no mês passado./AFP

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