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China tem 1º caso no mundo de gripe aviária H10N3 em humanos; risco de propagação é 'baixo'

Segundo especialistas chineses, vírus não tem capacidade de infectar humanos de forma eficaz

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de junho de 2021 | 02h21
Atualizado 01 de junho de 2021 | 08h55

XANGAI — Autoridades sanitárias chinesas informaram nesta terça-feira, 1º, a detecção do primeiro caso no mundo de gripe aviária H10N3 em humanos. Em nota, a Comissão Nacional de Saúde assegura que até agora nunca houve contágio humano deste vírus, que se trata de uma transmissão "acidental" e que o risco de propagação em larga escala é "muito baixo".

“Nenhum caso humano de H10N3 foi relatado no mundo [até então], e o vírus entre as aves é de baixa patogenicidade. Este caso é uma transmissão ocasional de aves para humanos, e o risco de disseminação em grande escala é extremamente baixo”, lê-se no comunicado.

O paciente é um homem de 41 anos da província oriental de Jiangsu. Ele começou a sentir febre e outros sintomas em 23 de abril, e foi hospitalizado cinco dias depois, após o agravamento de seu estado.

A Comissão afirma que o quadro da pessoa infectada melhorou a ponto de atingir os requisitos para receber alta. Autoridades dizem ter realizado um acompanhamento de emergência em todos os contatos próximos do paciente, entre os quais não foram encontradas "anormalidades".

O H10N3 é um subtipo do vírus Influenza A, também conhecido como vírus da gripe aviária. Yang Zhanqiu, vice-diretor do Departamento de Biologia Patogênica da Universidade de Wuhan, disse ao jornal Global Times que o vírus é normalmente letal para aves.

Ele explicou que o H10N3 pode se espalhar por meio de gotículas respiratórias –processo semelhante ao do Sars-CoV-2, coronavírus causador da covid-19.

Yang disse que provavelmente foi por meio de gotículas que o homem foi infectado. Ele afirmou que não há evidências de que exista a transmissão entre humanos. Além disso, ele ressaltou que o vírus apresenta baixo risco para os humanos.

A Comissão pediu aos cidadãos que evitem o contato diário com aves mortas e não abordem as aves vivas, bem como que cuidem da higiene alimentar e consultem imediatamente um médico em caso de sintomas como febre ou problemas respiratórios./AFP e EFE

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