China detém 94 suspeitos de participar das revoltas de Xinjiang

Segundo autoridades, todos os presos haviam fugido da região; governo não disse a qual etnia pertencem

Associated Press,

09 de dezembro de 2009 | 12h39

O governo da China anunciou nesta quarta-feira, 9, que a Polícia deteve 94 pessoas que fugiram da região de Xinjiang após os protestos conflituosos de julho que deixaram mais de 200 mortos na mais violenta manifestação do país em décadas.

 

A China continua a perseguir e punir pessoas envolvidas nos protestos violentos. Até agora, 17 pessoas já foram executadas por envolvimento nos confrontos entre as etnias Han, maioria no país, e Uigur, minoria islâmica que se concentra em Xinjiang.

 

Uma campanha de busca por suspeitos em novembro deteve 94 pessoas, segundo informou a Polícia de Xinjiang. Não foi informado, porém, quantos eram han e quantos eram uigures.

 

As tensões entre as duas etnias cresceram desde os protestos de julho. Grupos de uigures de fora da China acusam o governo de realizar prisões em massa desde os conflitos. Dos oito executados na semana passada, sete provavelmente eram uigures, de acordo com os nomes liberados pelo governo.

 

Muitos uigures desaprovam a linha-dura de Pequim sobre Xinjiang, região de onde se originaram. O governo alega que respeita as minorias e que gastou muito dinheiro para melhorar os padrões de vida e a economia em áreas como Xinjiang. Segundo as autoridades, os mesmo grupos que acusam o governo foram os responsáveis por incitar as revoltas no território chinês. Os grupos negam.

 

Cinco meses após o incidente, Xinjiang permanece sob alto alerta de segurança. O acesso à internet é restrito e ligações internacionais são bloqueadas.

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