China detém americano sob acusaçãoo de espionagem

A China deteve um quintointelectual que mantém vínculos com o exterior em meio a umavasta campanha anti-espionagem que levou o Departamento deEstado dos EUA a advertir a esse respeito seus viajantes ligadosa Taiwan ou a textos de dissidentes. Um veterano dissidente disse que as autoriddes suspeitamde que a última pessoa detida, Wu Jianmin, esteve envolvida napublicação dos "Documentos de Tienanmen", um livro sobre oprocesso contra os manifestantes pró-democracia em 1989.Considera-se que o livro, que descreve os líderes chineses ematrito sobre como controlar os protestos, baseia-se emdocumentos do Partido Comunista retirados clandestinamente dopaís por um funcionário dissidente. Wu, que é cidadão americano, foi detido em 8 de abrilsob suspeita de espionagem, afirmou hoje (20) a embaixadaamericana em Pequim. A embaixada disse ter sido informada pelapolícia sobre a detenção de Wu em 14 de abril; os policiaisalegaram que ele estava sendo investigado por suposta espionagemem favor de Taiwan. Ex-professor da Escola do Partido Comunista Central, Wu,de 46 anos, deixou o cargo em 1986 para se tornar repórter,disse Fran Lu, um ex-dissidente que dirige um grupo de defesados direitos humanos em Hong Kong. Wu foi para os EUA em 1988. Após os protestos estudantis de 1989, uma editora deTaiwan publicou um livro escrito por Wu intitulado "Zhongnanhaijogou todas as suas cartas", disse Lu. Zongnanhai é o nomechinês para as instalações do complexo residencial eadministrativo das lideranças chinesas em Pequim. Não foi dada nenhuma informação posterior sobre Wu.Apenas um funcionário do Escritório de Relações Exteriores emGuangdong confirmou que Wu havia sido detido.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.