China detém mais de 500 que pregavam o fim do mundo

A polícia chinesa deteve mais de 500 pessoas que pertencem a uma seita cristã local que estava espalhando rumores sobre o suposto fim do mundo, informou a mídia estatal nesta terça-feira. A Televisão Central da China informou que apenas na província de Qinghai, no oeste do país, foram detidas 400 pessoas. A polícia apreendeu panfletos, vídeos, livros e mais publicações com temas apocalípticos. A maioria das detenções ocorreu no menos desenvolvido oeste chinês, mas cerca de 100 pessoas foram presas nas províncias do leste, mais ricas.

AE, Agência Estado

18 de dezembro de 2012 | 15h09

As detenções ocorrem logo antes do dia 21 de dezembro - uma data que alguns afirmam que os maias, povo antigo que viveu no sul do México e América Central, marcaram para o fim do mundo, que também foi tema do filme de ficção 2012 - Armagedon. Os detidos pertencem à seita chinesa Deus todo-poderoso, também chamada de "Iluminação do Leste", que usa uma frase do Evangelho de Mateus da Bíblia. Amplamente visto como uma seita herética cristã, o grupo afirma que Jesus Cristo reapareceu como mulher na China central. A estranha seita chinesa é acusada de sequestrar cristãos de outras igrejas e torturá-los até que concordem em se converter.

A seita "Iluminação do Leste" apareceu há cerca de 20 anos. Segundo a agência estatal de notícias Xinhua, seus seguidores "recentemente se apegaram à profecia apocalíptica dos maias, de que o sol não brilhará e não haverá fornecimento de eletricidade por três dias, a partir de 21 de dezembro".

O governo chinês instou os cidadãos a que informem o governo sobre qualquer pessoa que estiver espalhando notícias sobre o suposto fim do mundo, sobre reuniões da seita e "propaganda política ilegal".

O website estatal de notícias Huashang, do governo chinês, reportou que a seita instava seus seguidores a "exterminarem o grande dragão vermelho" - o que seria uma referência direta ao Partido Comunista Chinês.

As informações são da Associated Press.

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