China detona barragens e prédios danificados

Militares explodem casas e barragens em lagos no epicentro do tremor para evitar risco de enchentes

Agências internacionais,

06 de junho de 2008 | 12h02

As últimas casas condenadas por danos estruturais provocados pelo forte terremoto na China do dia 12 de maio foram detonadas na quinta-feira pelo Exército chinês. Segundo a BBC, os militares também dinamitaram represas em vários lagos, como mostram essas imagens transmitidas nesta sexta-feira, 6, pela emissora estatal chinesa CCTV.  Veja também: Assista ao vídeo  Mapa da destruição na China Entenda como acontecem os terremotos  Especial: antes de depois da tragédia  Violentas explosões sacudiram a cidade de Yingxiu, o epicentro do tremor, para destruir prédios condenados pela Defesa Civil. Soldados também cavaram um canal de 400 metros de comprimento para aliviar a pressão sobre uma barragem de lama e pedras no lago Tangjiashan e vão repetir a operação na represa de Yibadao.  A primeira explosão aconteceu na tarde de quinta-feira na represa de Shibangou. Foram usadas três toneladas de explosivos para aprofundar um canal para mudar o curso das águas. Os soldados aceleraram os trabalhos para aprofundar um canal que busca drenar água do lago formado após o terremoto na China. Havia o risco de a água romper barreiras e alagar comunidades nas proximidades. Enquanto isso, a maioria das 250 mil pessoas retiradas de áreas de risco permaneciam em abrigos emergenciais. Alguns questionavam se o governo não havia sido muito duro em forçar as pessoas a saírem do local. Por volta de 8 horas da manhã locais desta sexta-feira, o nível da água ainda estava 63 centímetros abaixo da altura do canal. Houve então a ordem para que se aprofundasse a obra, a fim de escoar a água. Os especialistas monitoravam não apenas as crescentes chuvas, mas também possíveis deslizamentos de terra que poderiam causar enchentes na região. O lago se formou depois de o terremoto de magnitude 7,9 na escala Richter ter provocado deslizamentos de terra que bloquearam o curso do rio. Mais de 250 mil pessoas haviam sido retiradas do local até quinta-feira, informou a mídia estatal chinesa. Além das comunidades da área, o lago também ameaça um importante oleoduto pertencente à estatal China National Petroleum Corp., que fica a 60 quilômetros de distância. O terremoto matou 69.127 pessoas, segundo informações oficiais. Além disso, outras 17.918 estão desaparecidas. Segundo autoridades locais, entre mil e 2 mil crianças ficaram órfãs na tragédia.

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