China deve enviar navios para combater pirataria na Somália

Ontem, o Conselho de Segurança da ONU autorizou operações internacionais em terra contra os corsários

AE

17 de dezembro de 2008 | 10h43

A China deve enviar navios de combate para combater a pirataria na Somália, informou a agência estatal Nova China nesta quarta-feira. Será uma mostra sem precedentes do país de seu poder naval longe de sua costa.   Veja também: Piratas sequestram dois navios na costa do Iêmen ONU autoriza ações militares contra piratas na Somália"A China considera seriamente enviar navios para o Golfo de Áden e águas da costa somali a fim de escoltar operações em um futuro próximo", afirmou o vice-ministro de Relações Exteriores He Yafei em Nova York, segundo a agência.Seria a primeira vez na história moderna que navios chineses  realizariam missões fora das águas chinesas, afirmou Shen  Shishun, um especialista do Instituto de Estudos Internacionais Chineses, um grupo de estudos ligado ao governo.O vice-ministro deu as declarações durante um encontro ministerial do Conselho de Segurança da ONU - a China é membro  permanente do Conselho -, que na terça-feira autorizou unanimemente operações internacionais em terra contra piratas armados na Somália.Os piratas realizaram mais de 100 ataques contra embarcações neste ano no Golfo de Áden, localizado ao sul do Iêmen e ao norte da Somália. Outra área de ocorrência desses ataques é no leste do Oceano Índico. No mês passado, o tema ganhou ainda mais espaço, com o seqüestro do superpetroleiro saudita Sirius Star, que levava dois milhões de barris de petróleo. Os piratas pediram um resgate de US$ 25 milhões para liberar a carga e a tripulação. Há atualmente 17 navios, incluindo um chinês, em poder dos piratas. A Nova China afirmou também que o vice-ministro se encontrou com o ministro de Relações Exteriores da Somália, Ali Ahmed Jama, para demonstrar sua preocupação com os 17 chineses nas mãos dos piratas.

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