China deve influenciar Coreia do Norte, diz ONU

O vice-secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Jan Eliasson, afirmou nesta sexta-feira que espera que a China exerça sua influência sobre a Coreia do Norte para levar Pyongyang de volta à mesa de negociações após o terceiro teste nuclear realizado na semana passada pelo país comunista.

AE, Agência Estado

22 de fevereiro de 2013 | 10h01

Eliasson disse também que deseja que Pequim aja para desestimular o regime norte-coreano em relação a uma possível escalada de tensões na região. A autoridade disse a repórteres em Pequim que ele estava confiante de que os oficiais chineses estavam relatando suas preocupações a Pyongyang sobre o teste nuclear.

"Há esperança no mundo de que a China possa (..) ter uma influência positiva sobre a acontecimentos atuais, pelo menos, no sentido de diminuir a tensão, mas também para transmitir a mensagem para a liderança da RPDC sobre os perigosos que este processo poderia ter", disse Eliasson, usando as iniciais do nome oficial da Coreia do Norte, República Popular Democrática da Coreia.

Segundo Eliasson, as autoridades chinesas que se reuniram com o oficial da ONU expressaram que "vão fazer o que puderem, mas que não se deve exagerar sua influência sobre o Norte".

A China é vista como a única grande potência com qualquer influência real sobre a Coreia do Norte. Pequim fornece a maior de combustível da Coreia do Norte, uma boa

parte da seus alimentos e uma cota crescente do comércio e investimento. Mas apesar dos recorrentes testes nucleares e com mísseis de Pyongyang, Pequim tem se mostrado resistente a realizar ações unilaterais contra um vizinho considerado valioso. As informações são da Associated Press.

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