China dispersa com gás lacrimogêneo protesto tibetano, diz grupo

Forças de segurança chinesas usaram gás lacrimogêneo para dispersar um novo protesto de tibetanos na província de Sichuan, no sudoeste da China, disse a organização civil Free Tibet nesta terça-feira.

CHRIS BUCKLEY, REUTERS

24 de janeiro de 2012 | 10h30

A agência estatal de notícias Xinhua confirmou um confronto separado em Luhuo, uma pequena cidade de maioria tibetana nas terras altas a oeste de Sichuan, e disse que um manifestante foi morto. Os dois embates irromperam na segunda-feira.

A Free Tibet, uma organização sediada em Londres que faz campanha pela autodeterminação do Tibete, disse em um e-mail que as tropas lançaram o gás lacrimogêneo contra manifestantes tibetanos na cidade de Meruma, no condado de Aba, chamado de Ngaba pelos tibetanos.

"Os tibetanos haviam se reunido para protestar contra a opressão chinesa por ocasião do ano-novo chinês, tendo decidido que não comemorariam o ano-novo lunar por causa da atual repressão no Tibete", afirmou a organização. "Forças de segurança adicionais foram destacadas na área e estradas ligando Ngaba aos condados vizinhos foram fechadas pelas autoridades".

Embora os dois confrontos pareçam ter regredido nesta terça-feira, foram uma mostra da rigidez do controle chinês nas terras tibetanas de Sichuan, tradicionalmente conflituosas.

Neste ano, as comemorações do ano-novo tibetano tradicional começam em 22 de fevereiro; as celebrações do ano-novo lunar dos chineses da etnia Han tiveram início no domingo.

Em 2009, manifestantes tibetanos e seus apoiadores no exterior clamaram por um boicote às comemorações para demonstrar revolta depois dos levantes do ano anterior, que deixaram mortos e feridos.

As forças de segurança chinesas estão em alerta depois dos 16 incidentes nos quais tibetanos atearam fogo a si mesmos ao longo do último ano. O protesto evidencia o ressentimento crescente ao controle do governo chinês sobre sua religião.

A maioria dos incidentes ocorreu em Sichuan. Alguns dos manifestantes pediram o retorno do Dalai Lama, o líder budista exilado reverenciado por tibetanos.

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