China diz não ter influência sobre o regime norte-coreano

Governo chinês é o principal fornecedor e defensor internacional de Pyongyang

Efe,

26 de maio de 2009 | 09h38

O governo chinês disse nesta terça-feira, 26, não ter influência sobre outros países em suas relações diplomáticas, em referência ao regime norte-coreano, que realizou seu segundo teste nuclear e lançou cinco mísseis de curto alcance, o que desencadeou uma crise internacional. "Não acredito que a palavra 'influência' exista na diplomacia chinesa", disse o porta-voz da Chancelaria chinesa, Ma Zhaoxu, ao ser perguntado em entrevista coletiva sobre se o teste nuclear demonstra que Pequim não tem influência sobre Pyongyang.

 

Veja também:

Teste mostra domínio de todos os estágios

video TV Estadão: Roberto Godoy analisa o novo teste nuclear do país

especial Especial: As armas e ambições das potências nucleares

especialLinha do tempo da ameaça nuclear norte-coreana

lista Conheça o arsenal de mísseis norte-coreano

 

O regime chinês é o principal fornecedor e defensor internacional do isolado regime de Kim Jong-il, ao qual fornece alimentos, armas e a maior parte do combustível que consome.

 

O porta-voz também comentou sobre a possibilidade de a China apoiar novas sanções contra Pyongyang no Conselho de Segurança ou se, como até agora, as bloqueará. "Depois do teste norte-coreano, a China expressou diretamente sua postura à Coreia do Norte. O regime norte-coreano realizou um novo teste nuclear ignorando a oposição da comunidade internacional. O Governo chinês se opõe firmemente a esse ato", ressaltou.

 

Além disso, afirmou que a China "pede de forma contundente que a Coreia do Norte cumpra seus compromissos de desmantelamento nuclear, que detenha qualquer ato que possa deteriorar ainda mais a situação e que retorne às conversas de seis lados".

 

O diálogo multilateral, no qual participam as duas Coreias, Estados Unidos, Rússia, Japão e China, começou em 2003, e em 2007, um ano depois do primeiro teste nuclear norte-coreano, conseguiu o compromisso de Pyongyang de desmantelar seus reatores em troca de reconhecimento diplomático e combustível. No entanto, desde o ano passado, e coincidindo com uma suposta doença do líder Kim Jong-il e a mudança de governo nos Estados Unidos, a Coreia do Norte decidiu retomar seu programa nuclear, por isso o mecanismo de diálogo está em ponto morto.

Tudo o que sabemos sobre:
ChinaCoreia do Norteprograma nuclear

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.