China diz partilhar interesses dos EUA sobre as Coreias

A China partilha com os EUA os "interesses e metas" a respeito das questões coreanas, disse um diplomata de alto escalão na quarta-feira, enquanto as duas Coreias retomaram seus contatos na fronteira após semanas de interrupção.

CHRIS BUCKLEY E JEREMY LAURENCE, REUTERS

12 de janeiro de 2011 | 10h45

Desde o começo do ano, a Coreia do Norte faz apelos quase diários pelo diálogo, e desta vez propôs a retomada de visitas turísticas, que haviam sido abandonadas depois de um turista sul-coreano ser baleado em 2008. A Coreia do Sul diz que o Norte quer retomar o diálogo para obter ajuda econômica, depois do distanciamento provocado por duas agressões norte-coreanas no ano passado.

Em Pequim, o vice-chanceler chinês, Cui Tiankai, reiterou as propostas de reabertura do diálogo multilateral para o desarmamento da Coreia do Norte, tema que deve ser tratado pelo presidente Hu Jintao na sua visita aos EUA, entre 18 a 21 de janeiro. O governo dos EUA espera que a China pressione mais sua aliada Coreia do Norte.

"China e Estados Unidos partilham amplos interesses e metas a respeito das questões na península (da Coreia)", disse Cui em entrevista coletiva. "Ambos os países acreditam que devemos proteger a paz e a estabilidade da península."

O processo multilateral com a Coreia do Norte (que envolveu China, EUA, Rússia, Japão e Coreia do Sul) foi abandonado em 2009. No ano passado, as relações entre as duas Coreias - tecnicamente ainda em guerra depois do armistício de 1953 - se deterioraram devido ao naufrágio de uma corveta sul-coreana e ao bombardeio a uma ilha na Coreia do Sul, que matou quatro pessoas.

A Coreia do Norte nega responsabilidade pelo naufrágio da corveta, que resultou na morte de 46 militares. Pyongyang alega também que o bombardeio à ilha foi uma retaliação pela queda de foguetes sul-coreanos em suas águas.

(Reportagem adicional de Danbee Moon em Seul)

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