China diz que executará culpados por mortes em Urumqi

A China executará os responsáveis pelas mortes ocorridas nos distúrbios étnicos ocorridos nos últimos dias em Urumqi, capital da província de Xinjiang, afirmou hoje o líder local do Partido Comunista, Li Zhi. Numa entrevista coletiva transmitida pela televisão chinesa, Li afirmou que diversas pessoas foram detidas, inclusive estudantes. "Aqueles que cometeram crimes cruéis serão executados", disse. Protestos iniciados no fim de semana, durante uma manifestação de muçulmanos uigures, provocaram a morte de pelo menos 156 pessoas e deixaram mais de 1,1 mil feridos.

AE-AP, Agencia Estado

08 de julho de 2009 | 10h19

Sem entrar em detalhes, Li advertiu ainda que o governo reprimirá qualquer atividade vista como ameaça à segurança em Urumqi, onde gangues das etnias rivais uigur e han tem percorrido as ruas e promovido ataques mútuos nos últimos dias. Hoje, a China reforçou a presença de agentes de segurança na capital de Xinjiang.

Ainda não se sabe ao certo quantos hans e uigures morreram nos distúrbios nem quem estaria por trás das mortes. A violência obrigou o presidente da China, Hu Jintao, a cancelar sua participação na reunião de cúpula do Grupo dos Oito (G-8, composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Rússia), que começa hoje em L''Aquila, região central da Itália. Com informações da Dow Jones.

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