China diz que mais de mil foram detidos em Lhasa

Autoridades afirmam que responsáveis pelos distúrbios foram "capturadas" ou se entregaram voluntariamente

Efe

05 de abril de 2008 | 16h53

As autoridades do Tibete informaram pela primeira vez que o número de detidos nos distúrbios registrados em Lhasa em meados de março é de mais de 1.000 pessoas, sobre as quais afirmam que foram "capturadas" ou se entregaram voluntariamente. Veja também:França nega condições para ir à festa dos Jogos de PequimGordon Brown diz que não vai boicotar Olimpíadas Segundo as declarações de Wang Xiangming, subsecretário do Partido Comunista da China em Lhasa, publicadas hoje pelo jornal "South China Morning Post", 800 pessoas foram detidas durante os dias de maior violência, 14 e 15 de março. Os outros 280 detidos se entregaram voluntariamente antes do prazo dado pelas autoridades chinesas que terminou em 17 de março, acrescentou o funcionário. Os distúrbios, os piores registrados no Tibete em 20 anos e nos quais, segundo as autoridades chinesas, 19 civis morreram, colocaram novamente Pequim na mira da questão de direitos humanos, diante da realização em breve dos Jogos Olímpicos de Pequim. No entanto, os grupos tibetanos no exílio afirmam que, na verdade, há mais de 140 mortos, entre eles pelo menos 13 pessoas que perderam a vida pelos disparos das forças de segurança chinesas contra os manifestantes, segundo a organização Free Tibet Campaign. Wang acrescentou que os detidos serão julgados até 1º de maio, o que a imprensa independente interpreta como uma prova da vontade de Pequim de dar por liquidado o problema antes da realização dos Jogos, em 8 de agosto.

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