China diz que mídias sociais podem trazer problemas

A China, que já é detentora do mais sofisticado sistema de censura na internet, considera que é preciso fazer mais, de acordo com o documento relevado hoje contendo os planos do Partido Comunista para o país nos próximos dez anos.

Agência Estado

15 de novembro de 2013 | 14h09

No documento, o partido diz que a internet impõe um "desafio amplo e novo" para a estabilidade do país. Embora, muito do que partido fala sobre a internet no documento repita retóricas de declarações anteriores, especifica o aplicativo de mensagem para aparelhos móveis WeChat, da Tencent Holdings, entre os diferentes instrumentos de mídia social que podem trazer problemas.

"Após o aumento do poder da mídia online, a mídia da internet ficou atrasada em relação as rápidas mudanças ocorridas. Em particular, enfrentamos o crescimento rápido das redes sociais e dos instrumentos de comunicação instantânea, como Weike e WeChat, que disseminam rapidamente informações, têm grande influência e ampla cobertura, e têm forte capacidade de mobilização social", diz um trecho do documento.

Não está claro o que o documento quer dizer quando se refere ao Weike, embora no passado tenha sido utilizado como referência aos microblogs em estilo semelhante ao Twitter como o Weibo, da Sina Corp. A Tencent, que desenvolveu o aplicativo WeChat, não quis comentar sobre o assunto.

O documento comenta sobre como "fortalecer o sistema legal e orientar a opinião pública, garantir a distribuição ordenada de informações online, a segurança nacional e a estabilidade social, o que já se tornou um problema real e proeminente". Fonte: Dow Jones Newswire.

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