China diz que momento é inapropriado para reunião com premiê do Japão

Países asiáticos vivem tensão sobre disputa territorial e detenção de capitão de pesqueiro chinês

Reuters

21 de setembro de 2010 | 09h40

PEQUIM - O governo da China informou nesta terça-feira, 21, que as tensões com o Japão por conta da detenção de um capitão de um barco pesqueiro estremece os laços entre os países e faz com que seja "inapropriado" que seus os primeiros-ministros se encontrem nesta semana na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

Pequim já suspendeu contatos ministeriais com Tóquio e prometeu responder à extensão da detenção do chefe de um navio pesqueiro que colidiu com duas embarcações da Guarda Costeira japonesa perto de territórios disputados pelos dois países.

 

A China já pediu, várias vezes, a libertação do capitão. "Esse assunto já estremeceu seriamente as relações entre a China e o Japão. A chave para evitar que esta situação piore, o Japão deve libertar o prisioneiro imediata e incondicionalmente", disse Jiang Yu, porta-voz da chancelaria.

 

Ele ainda disse que não seria certo o premiê Wen Jiabao se encontrar com seu homólogo japonês, Naoto Kan, em Nova York, onde ocorre a Assembleia da ONU. "Dada a atual atmosfera, realizar uma reunião seria extremamente inapropriado". Acrescentou.

 

No último dia 7, o pescador Zhan Qixiong foi detido sob a acusação de deliberadamente atingir embarcações da Guarda Costeira e de obstruir o acesso de funcionários públicos do Japão a ilhas no Mar da China Oriental. O arquipélago, chamado de Senkaku no Japão e de Diaoyu na China, é disputado entre os dois países.

 

As ilhas em disputa, que ficam ao norte de Taiwan e ao sul de Okinawa, são uma área rica para a pesca e podem ter reservas de petróleo e gás. O Japão atualmente controla o arquipélago, mas ambos os países declaram ter posse do local.

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