Takuro Yabe/Efe
Takuro Yabe/Efe

China diz que mundo deve apoiar esforços de mediação na Síria

Chanceler chinês, Yang Jiechi, pediu que os dois lados interrompam ataques e busquem formar governo de coalizão

Reuters

31 de outubro de 2012 | 11h45

PEQUIM - O ministro de Relações Exteriores da China, Yang Jiechi, disse nesta quarta-feira, 31, segundo a mídia estatal, que o mundo deveria agir com maior urgência para apoiar os esforços de mediação do enviado de paz da ONU e Liga Árabe, Lakhdar Brahimi, uma vez que a situação está piorando.

 

O chanceler também repetiu um pedido para que todos os lados no conflito da Síria cessem fogo imediatamente e tomem medidas no sentido de formar um governo de transição, informou a agência oficial de notícias Xinhua. "A comunidade internacional deve cooperar plenamente e apoiar os esforços de mediação do enviado Brahimi com um sentido mais intenso de urgência e responsabilidade", disse Yang a Brahimi, durante uma reunião em Pequim.

 

"As partes relevantes devem, logo que possível, nomear representantes autorizados para criar um roteiro para uma transição política com a ajuda do enviado Brahimi e da comunidade internacional", acrescentou Yang. "A China acredita que a situação na Síria está piorando a cada dia", afirmou. "A única saída realista é resolver o problema através de canais políticos."

 

Bombardeio

 

Aviões de guerra sírios bombardearam alvos rebeldes com renovada intensidade na terça-feira, após o fim de uma trégua de quatro dias amplamente ignorada entre as forças do presidente Bashar Assad e os insurgentes, que havia sido proposta por Brahimi.

 

China e Rússia já vetaram três resoluções da ONU condenando o governo de Assad pela violência. Mas a China tem se esforçado para mostrar que não está tomando partido e pediu ao governo sírio para conversar com a oposição e tomar medidas para atender às demandas por uma mudança política. Ele disse que um governo de transição deve ser formado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.