China diz que não é verdade que haja tortura no país

China se esforça em proteger a vigência dos direitos humanos, diz porta-voz sobre relatório da ONU

Redação com Efe e AP

23 de novembro de 2008 | 08h45

O governo chinês rejeitou neste domingo as acusações sobre a existência de tortura em todo o país contidas em um relatório de um comitê das Nações Unidas. O ministério de Assuntos Exteriores do país divulgou um comunicado no qual acusa a ONU de usar informações fabricadas. O porta-voz do Ministério chinês de Assuntos Exteriores, Qin Gang, disse que é lamentável que alguns responsáveis de reunir observações busquem prejudicar a China. Ainda de acordo com o porta-voz, a China se opõe à tortura e se esforça em proteger a vigência dos direitos humanos.O Comitê da ONU pediu à China que averiguasse os abusos cometidos durante o movimento de 1989 de Praça da Paz Celestial. O Comitê disse se sentir profundamente preocupado pelas denúncias, corroboradas por numerosas fontes chinesas legais, de estendida e rotineira prática de tortura aos suspeitos em custódia policial com objeto de obter confissões.O relatório pediu ainda que Pequim extermine todas as formas de trabalho forçado, impostas para crimes menores, geralmente sem julgamento. O texto da ONU afirma também que a China usa prisões secretas e prejudica advogados e ativistas dos direitos humanos, embora reconheça que houve avanços contra a tortura.

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