Kryzentia Weiermann/USA Navy/AFP
Kryzentia Weiermann/USA Navy/AFP

China diz que navio americano entrou sem permissão em suas águas

Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores expressou o 'forte descontentamento e a forte oposição' de Pequim após a ação da Marinha dos EUA

O Estado de S.Paulo

25 Maio 2017 | 05h40
Atualizado 25 Maio 2017 | 08h27

PEQUIM - Um navio militar americano que passou perto de uma pequena ilha reivindicada por Pequim no Mar da China Meridional entrou "sem permissão" em águas territoriais chinesas, afirmou nesta quinta-feira, 25, o governo chinês.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lu Kang, expressou o "forte descontentamento e a forte oposição" da China após esta ação da Marinha americana, a primeira do tipo durante a administração do presidente Donald Trump.

O governo dos EUA anunciou na véspera que um navio de guerra da Marinha, o Dewey, passou a menos de 12 milhas náuticas do recife Mischief, uma pequena ilha reivindicada pela China no arquipélago Spratly. A operação pretendia demonstrar a "liberdade de navegação" nas águas disputadas.

Segundo o porta-voz de Pequim, a Marinha chinesa "identificou o navio americano de acordo com a lei e ordenou a saída".

A ação da Marinha dos EUA "comprometeu a soberania e a segurança" da China e poderia ter provocado acidentes navais ou aéreos, advertiu Lu. A soberania de Pequim no arquipélago Spratly e nas águas próximas é "indiscutível", disse.

Os chineses reivindicam a maior parte do Mar da China Meridional, incluindo zonas muito próximas às costas de vários países do sudeste asiático. / AFP

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