Manish Swarup/AP
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China diz que Obama não deve se reunir com dalai-lama

Eventual encontro 'prejudicaria seriamente a relação entre os dos países', segundo o governo de Pequim

Agência Estado,

02 de fevereiro de 2010 | 03h13

A China advertiu nesta terça-feira, 2, ao presidente dos EUA, Barack Obama, para que não se reúna com o dalai-lama, dizendo que o encontro "prejudicaria seriamente" as relações entre os dois países. A advertência é o último disparo numa escalada de desavenças entre China e EUA.

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Pequim disse também que não houve progressos na última rodada de negociações entre as autoridades chinesas e os enviados do monge budista, dizendo que os dois lados permanecem "profundamente divididos" sobre o futuro do Tibete.

As declarações vieram depois das primeiras negociações entre os dois lados em mais de um ano, que foram encerradas no fim de semana. Os enviados do dalai-lama voltaram ao seu exílio na Índia nesta segunda-feira. O monge, a quem a China acusa de buscar a independência de sua terra natal, deve ir aos EUA neste mês para uma visita que inclui uma parada em Washington, mas uma reunião com Obama não chegou a ser anunciada.

Um encontro entre os dois "prejudicaria seriamente o fundamento político das relações sino-americanas", disse Zhu Weiqun, vice-ministro executivo do órgão do Partido Comunista encarregado de manter contato com o dalai-lama. "Se o líder dos EUA optar por se reunir com o dalai-lama neste momento, isso certamente ameaçará a confiança e a cooperação entre a China e os EUA", disse Weiqun. "Nós nos opomos a qualquer tentativa de forças estrangeiras interferirem nos assuntos internos da China usando o dalai-lama como desculpa", acrescentou.

O alerta aumenta a tensão entre Washington e Pequim, com as relações já estremecidas pela venda de armas dos EUA ao governo de Taiwan, pela ameaça do Google de sair da China e por uma série de disputas sobre comércio e câmbio. Obama foi criticado nos EUA por ter evitado uma reunião com o monge antes de viajar à China, em novembro. As informações são da Dow Jones.

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