REUTERS/Jason Lee
REUTERS/Jason Lee

China diz que relato de conversa com oposição na Venezuela é 'fake news'

Porta-voz da chancelaria nega que diplomatas do país tenham se reunido em Washington com representantes de Juan Guaidó, como afirmou o 'Wall Street Journal'

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de fevereiro de 2019 | 12h05

PEQUIM - A China chamou nesta quarta-feira, 13, de "fake news" reportagem do Wall Street Journal (WSJ) que afirma que diplomatas chineses tiveram conversas com a oposição na Venezuela para proteger seus investimentos no país latino-americano.

O WSJ disse que diplomatas, preocupados com projetos de petróleo na Venezuela e com os quase US$ 20 bilhões que Caracas deve a Pequim, tiveram conversas em Washington com representantes de Juan Guaidó, líder da oposição que está à frente dos esforços patrocinados pelos Estados Unidos para destituir o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

“Na verdade a reportagem é falsa. É fake news”, disse Hua Chunying, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, a jornalistas que lhe perguntaram sobre o artigo.

A maioria dos países ocidentais, incluindo os EUA e o Brasil, reconheceu Guaidó como chefe de Estado legítimo da Venezuela, mas Maduro segue com o apoio da Rússia e da China, assim como no controle de instituições como as Forças Armadas.

"A questões da Venezuela" deve ser resolvidas via diálogo", completou Hua, reiterando a posição anterior de seu país sobre a crise no país.

A China emprestou mais de US$ 50 bilhões para a Venezuela por meio de acordos pagos com remessas de petróleo ao longo da última década, garantindo o suprimento de energia para sua economia em rápido crescimento.

Em entrevista no mês passado, Guaidó afirmou que uma mudança no governo na Venezuela favoreceria os dois principais credores estrangeiros do país, Rússia e China. / REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.