China diz que sequestro aéreo foi impedido em região turbulenta

Seis pessoas teriam tentado dominar o avião dez minutos depois da decolagem

Reuters

29 de junho de 2012 | 09h36

PEQUIM - Passageiros e tripulantes impediram na sexta-feira, 29, um sequestro aéreo na turbulenta região de Xinjiang, no oeste da China, segundo a imprensa estatal do país.

Seis pessoas teriam tentado dominar o avião dez minutos depois da decolagem na remota localidade de Hotan, de acordo com a agência de notícias Xinhua. Essa é uma área de grande presença da etnia muçulmana uigur, e assolada nos últimos tempos pela violência separatista.

O avião da empresa Tianjin Airlines voava para Urumqi, a capital regional, acrescentou a agência, citando fontes policiais. O avião voltou a Hotan, onde os seis sequestradores - que não foram identificados - teriam sido entregues às autoridades.

Segundo a Xinhua, dois guardas a bordo do avião ficaram gravemente feridos na luta contra os sequestradores, enquanto um comissário de bordo e sete passageiros sofreram ferimentos leves.

Fotos postadas no serviço de microblogs chinês Sina Weibo mostravam passageiros fazendo caretas e segurando pelo menos um dos suspeitos, e o que parecia ser sangue em um dos assentos.

Em outra foto, policiais eram vistos na pista do aeroporto, aparentemente empurrando um dos envolvidos. Não foi possível verificar a autenticidade das imagens.

Ligações para a polícia e o governo regional de Xinjiang não foram atendidas.

Em março de 2008, autoridades chinesas relataram ter impedido um plano de uma mulher uigur para derrubar um avião procedente de Xinjiang, onde a vigilância aeroportuária supostamente é muito rigorosa.

O governo, temeroso de qualquer ameaça à estabilidade do país ou ao controle do Partido Comunista, costuma acusar grupos separatistas e extremistas religiosos de Xinjiang por ataques a policiais e outros alvos governamentais.

Em setembro, tribunais da província sentenciaram à morte quatro pessoas envolvidas por incidentes ocorridos meses antes em duas cidades - inclusive Hotan -, nos quais 32 pessoas morreram.

O governo disse que os responsáveis por esses ataques eram radicais islâmicos que pretendiam transformar Xinjiang em um Estado independente chamado Turquistão Oriental.

 

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