China diz que veto da UE a petróleo do Irã não é 'construtivo'

o governo chinês criticou a União Europeia nesta quinta-feira por proibir a importação de petróleo do Irã, o terceiro maior fornecedor do produto à China e grande parceiro comercial.

CHEN AIZHU E TRACY ZHENG, REUTERS

26 de janeiro de 2012 | 10h33

Na segunda-feira a União Europeia concordou em proibir a importação de petróleo do Irã e impôs uma série de outras sanções econômicas, juntando-se aos Estados Unidos em uma nova rodada de medidas que objetivam forçar o país a interromper suas atividades nucleares, que o governo iraniano diz terem fins pacíficos.

A China, segundo maior consumidor de petróleo do mundo, vem se opondo há tempos a sanções unilaterais ao setor energético iraniano e tentando reduzir as tensões, que podem ameaçar seu suprimento.

Na semana passada, o governo chinês disse a uma delegação iraniana em visita que retomar as conversas nucleares é "prioridade máxima". Durante uma turnê em estados árabes no início do mês, o premiê chinês Wen Jiabao também fez uma declaração dura se opondo ao desenvolvimento e posse de armas nucleares pelo Irã, mas defendeu o direito chinês de comprar petróleo cru do país persa como uma atividade comercial normal.

Indagado sobre o embargo da UE, o ministro das Relações Exteriores da China disse em um comunicado enviado por fax: "Não é uma abordagem construtiva simplesmente aumentar a pressão e impor sanções".

"A China espera que as partes relevantes recorram a medidas que levem à paz e à estabilidade regionais".

A China é o maior comprador de petróleo cru iraniano, mas cortou suas compras pela metade em janeiro e fevereiro por conta de uma disputa sobre os termos de pagamento.

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