China diz ter apreendido explosivos em monastério tibetano

A polícia chinesa na província de Gansuapreendeu explosivos, facas e outras armas em seis monastériosde uma parte de etnia tibetana da região, disse na terça-feiraa Xinhua, agência de notícias oficial. "A polícia confiscou uma arma, 10 quilogramas de dinamite,cinco detonadores e sete facas em um grande monastério e cincobalas em outro", disse a reportagem, citando o governoprovincial. A polícia também encontrou cinco facas e 11 bandeirastibetanas em quatro monastérios em outra área de um municípiode maioria tibetana na província, acrescentou a agência. Algumas partes de Gansu também têm sido agitadas porprotestos anti-chineses, já que, além da maioria tibetana, évizinha de outras regiões onde a etnia é predominante. "Até agora, 2.204 pessoas, incluindo 519 monges, serenderam à polícia. Elas têm relação com as insurgências emGannan", disse a Xinhua, referindo-se à parte de Gansu afetadapela revolta. "A polícia já libertou, até agora, 1.870 pessoas destegrupo, incluindo 413 monges culpados apenas de delitosmenores", acrescentou. "As condições na prefeitura voltaram aonormal, disse o governo local". A televisão estatal reportou ao longo do fim de semana quea polícia encontrou armas de fogo em um templo tibetano naprovíncia de Sichuan, no sudeste. Os tibetanos têm protestado contra o comando da China epedem o retorno de Dalai Lama, seu líder budista exilado. Os manifestantes também interromperam o percurso global datocha das Olimpíadas de Pequim. A China acusa o Dalai Lama de ter orquestrado a violênciano Tibet e em outras áreas tibetanas do país. Mas ele nega asacusações, dizendo-se contra o uso da violência, apoiando asOlimpíadas e pedindo um diálogo com a China. (Reportagem de Ben Blanchard)

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