China e Austrália assinarão acordos de negociação de urânio

China e Austrália assinarão na semana que vem vários acordos sobre aquisição e exploração de urânio australiano durante a visita a Canberra do primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, confirmou hoje o Ministério de Assuntos Exteriores da China. O diretor-geral do Departamento de Assuntos Americanos e da Oceania do Ministério, Liu Jieyi, afirmou que será destacado o "uso pacífico" que a China fará do urânio, sempre no marco da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Wen Jiabao viajará de 1º a 4 de abril à Austrália, um aliado essencial para a China, dados os enormes recursos naturais da ilha e a estratégia chinesa de diversificar as fontes de energia (atualmente o país asiático depende em grande medida do carvão e o petróleo). Para a linha oficial chinesa, o urânio é uma energia limpa e segura, por isso, segundo o ministro de Assuntos Exteriores, os acordos com a Austrália "serão mais um passo na melhoria da proteção ao meio ambiente". O interesse de Pequim pelo urânio da Austrália, país que possui 40% das reservas mundiais, já foi confirmado em 2005 pelo Governo australiano, que revelou o interesse de empresas chinesas em explorar minas do país. A China é o segundo maior consumidor de energia do mundo e projeta um forte aumento anual em sua produção nuclear para que esta energia passe de representar 2,2% do total para 4% em 2020.

Agencia Estado,

27 Março 2006 | 06h08

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