China e BID firmam acordo para financiar América Latina

O China Exim Bank, banco de fomento à exportação e importação da China, e o Banco de Desenvolvimento da China assinaram ontem (28) com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) acordos de financiamento conjunto em projetos públicos e privados para a América Latina e o Caribe, o que deve elevar o fluxo de crédito para a região.

CYNTHIA DECLOEDT, Agencia Estado

29 de março de 2009 | 13h16

A assinatura dos acordos marca a participação pela primeira vez da China como acionista do BID na 50ª reunião anual do banco multilateral, que começou na sexta-feira e termina na terça, 31. Hoje e amanhã, os governadores do BID reúnem-se a portas fechadas para discutir um aumento de capital do banco, para atender à demanda de financiamento gerada pela falta de crédito decorrente da crise financeira global. Atualmente, o capital do BID é de US$ 100 bilhões.

O presidente do BID, Luis Alberto Moreno, destacou que a China é um país muito importante neste momento para a economia mundial. "Basta ver suas reservas de quase US$ 2 trilhões, três vezes toda a reserva da União Europeia", observou. Moreno lembrou ainda que o comércio da China com a região "se multiplicou por dez nos últimos oito anos". Ao ingressar no banco, a China fez um aporte de US$ 350 milhões e passou a ter 1,004% de participação na instituição, segundo Moreno.

O China Exim Bank e o BID irão colaborar na identificação e em investimentos em projetos de infraestrutura, financiamento de comércio e em outros setores atingidos pela crise econômica global, além de conjuntamente financiar projetos de setores públicos e privados de interesse mútuo.

Já a parceria entre o Banco de Desenvolvimento da China e o BID visa promover os laços de negócios entre a China e a região da América Latina e Caribe, financiando em conjunto projetos que tenham apoio de entidades públicas e privadas. Pelo acordo, está previsto ainda apoio a novos produtos financeiros relacionados a serviços bancários entre fronteiras.

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