China e Coreia do Norte criticam EUA por tortura da CIA

'A China se opõe à tortura. Acreditamos que os EUA deveriam refletir sobre isso', diz Pequim, também acusada de abusos e violações

O Estado de S. Paulo

10 de dezembro de 2014 | 10h19

PEQUIM - Os governos da China e da Coreia do Norte, duas ditaduras antagônicas aos Estados Unidos, criticaram nesta quarta-feira, 10 o relatório do Senado americano que acusa a CIA de enganar a Casa Branca e a população sobre a tortura de detentos suspeitos de terrorismo. Segundo a investigação, a agência agiu de forma mais brutal do que reconhecia oficialmente.

"A China se opõe consistentemente à tortura. Acreditamos que os EUA deveriam refletir sobre isso, corrigir os suas caminhos e respeitar e seguir as regras das convenções internacionais relacionadas", disse a jornalistas o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China Hong Lei.

A China é frequentemente acusada por grupos de direitos humanos de utilizar técnicas de tortura. O governo chinês disse, no passado, que já realizou tortura e prometeu acabar com ela, após uma série de casos de condenações injustas devido a confissões extraídas sob tortura.

O governo norte-coreano afirmou que o relatório mostra a moral ambivalente" da ONU na hora de julgar as violações de direitos humanos do regime de Kim Jong-un. 

"Se o Conselho de Segurança se ocupa da 'questão dos direitos humanos' na República Popular de Coreia (nome oficial da Coreia do Norte), mas fecha os olhos para esse grave problema nos EUA, demonstra que se transformou em uma ferramenta para as práticas arbitrárias dos americanos", afirmou a imprensa oficial norte-coreana./ REUTERS e EFE

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