China e Coréia do Sul apóiam sanções contra o Norte

O presidente da China, Hu Jintao, disse nesta sexta-feira ter chegado a um "grande consenso" sobre a crise nuclear norte-coreana durante sua reunião com o presidente da Coréia do Sul, Roh Moo-hyun.Apesar de os EUA retirarem de sua proposta de resolução da ONU para punir a Coréia do Norte uma cláusula que permitiria uma ação militar, os líderes dos dois países continuam sem concordar com a proposta.A novo documento, que circula entre diplomatas da ONU, é uma tentativa de conseguir o apoio da China e da Rússia para a aprovação de uma resolução em resposta ao teste nuclear norte-coreano do início desta semana. Os dois países resistiam à idéia do uso de força militar para garantir a aplicação de sanções. A nova proposta americana determina que qualquer ação militar só será tomada após a aprovação de uma nova resolução.Diplomatas esperam conseguir fechar um documento final nesta sexta-feira para submetê-lo à votação no Conselho de Segurança no sábado. Os EUA pressionam o Conselho para que a resolução fique pronta na mesma semana em que os testes foram realizados."O Conselho deveria tentar responder a um teste nuclear na mesma semana em que o teste ocorreu", afirmou o embaixador dos EUA na ONU, John Bolton. Roh, que chegou esta manhã à capital chinesa, manteve uma reunião a portas fechadas com o presidente da China, antes das conversas oficiais no Grande Palácio do Povo. Apesar de concordarem quanto à necessidade de sanções, os líderes dos dois países discutiram a proposta de resolução americana, sem chegar a um acordo. No encontro, Hu e Roh, considerados os líderes com maior influência sobre o regime de Pyongyang, chegaram a um "grande consenso" sobre as medidas que devem ser adotadas para solucionar a nova crise na península coreana.Roh afirmou que esta visita à China representa um estreitamento dos laços bilaterais, e possui um significado especial. Os dois países consideram fundamental a retomada das conversas multilaterais sobre o tema, da qual participam também Coréia do Norte, Rússia, Estados Unidos e Japão.Roh se reunirá esta tarde com o presidente da Assembléia Nacional Popular da China,Wu Bangguo, e com o primeiro-ministro Wen Jiabao. Antes de retornar a Seul, ele participará ainda de um ato na nova sede da missão diplomática sul-coreana em Pequim.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.