China e EUA analisam necessidade de advertência à Coréia do Norte

China e Estados Unidos analisaram anecessidade de recomendar à Coréia do Norte que desista do teste nuclear que, segundo os serviços secretos sul-coreanos, está sendo preparado, disse o negociador-chefe americano na crise nuclearnorte-coreana, Christopher Hill. "Discutimos a necessidade de deixar muito claro à Coréia do Norte que este seria um passo muito, muito mal recebido", declarou Hill emPequim à imprensa estrangeira. Ele teve uma reunião com Wu Dawei, responsável chinês pelas conversações nucleares de multilaterais evice-ministro de Relações Exteriores. No entanto, Hill disse que não tem provas claras para sustentar as informações de que Pyongyang poderia estar preparando um teste nuclear, a fim de pressionar Seul e Washington ates da cúpula de 14 de setembro. "Não discutimos se há ou não sinais claros, mas sim o perigo de que a Coréia do Norte volte a nos provocar", explicou. Segundo Hill, a China está tão preocupada quanto os EUA com os supostos testes. O diplomata americano discutiu também com Wu a imposição desanções financeiras de acordo com a resolução 1.695 do Conselho de Segurança da ONU, aprovada após o lançamento de sete mísseis norte-coreanos, no dia 5 de julho. Hill considerou a resposta chinesa positiva. Mas não informou se houve a um acordo sobre o tema. A adesão parece improvável, já que Pequim mantém a firme oposição à adoção de sanções, medida que Hill considera "contraproducente". Antes de seu encontro com Wu, Hill tinha sublinhado que "neste momento é preciso trabalhar com união e discutir como implementar aresolução do Conselho de Segurança da ONU 1.695", adotada por unanimidade no dia 16 de julho, inclusive com o voto da China. Hill chegou terça-feira a Pequim para uma visita de dois dias, após uma passagem por Tóquio. Seu objetivo é retomar as estagnadas negociações nucleares com as duas Coréias, EUA,China, Rússia e Japão.

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