China e EUA devem rejeitar protecionismo, diz Jintao

Obama expressou satisfação pelo compromisso chinês de orientar a cotação do iuane aos mercados

Efe,

17 Novembro 2009 | 04h52

O presidente da China, Hu Jintao, afirmou nesta terça-feira, 17, que tanto seu país como os EUA devem rejeitar o protecionismo "em todas suas formas", depois de se reunir com seu colega americano, Barack Obama.

 

Segundo o líder chinês, os dois mantiveram um "diálogo excelente" no qual chegaram a um acordo para continuar sua cooperação e diálogo em assuntos macroeconômicos "em um plano de igualdade" para resolver os "atritos comerciais e financeiros".

 

A economia foi tema de boa parte da conversa de duas horas que mantiveram os líderes, inicialmente com um grupo reduzido de funcionários e depois com sua equipe de assessores em plenário.

Segundo indicou o presidente americano, abordaram o assunto da cotação da moeda chinesa, um dos temas mais espinhosos em sua relação econômica.

 

Obama expressou sua satisfação pelo "compromisso da China de fazer a cotação de sua moeda mais orientada aos mercados gradualmente", algo que considerou que contribuirá para fazer mais "equilibrada" a economia mundial.

 

Em sua declaração, Obama assegurou que sua aliança com a China contribuiu para que seu país tenha podido sair da recessão em que se encontrava imerso e declarou que a colaboração entre os dois países permitirá aumentar as exportações e os empregos nos EUA, enquanto elevará a qualidade de vida na República Popular.

 

Obama ressaltou seu compromisso para reduzir o gasto público e economizar mais.

O déficit fiscal americano alcança já os US$1,42 trilhões e a China, que é o principal comprador de bônus americanos, expressou sua preocupação pela depreciação do dólar.

 

Os dois países registraram também atritos na área comercial. Os EUA impuseram tarifas aos pneus chineses em setembro e recentemente anunciaram também medidas contra os dutos originários desse país. Neste sentido, Hu indicou que "ambos os países devem renunciar ao protecionismo em todas suas formas".

 

O líder chinês também expressou sua satisfação pelos "sinais positivos" de uma recuperação econômica global mas advertiu que "os alicerces da recuperação ainda não estão firmemente assentados".

 

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