China e EUA propõem aproximação militar

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, e o seu homólogo chinês, o ministro Liang Guanglie, disseram na segunda-feira que as duas potências precisam reforçar seus vínculos militares para evitar confrontos na Ásia.

PHIL STEWART E BEN BLANCHARD, REUTERS

10 de janeiro de 2011 | 11h15

A visita de Gates à China ocorre a poucos dias da cúpula de 19 de janeiro, nos EUA, entre os presidentes Hu Jintao e Barack Obama.

As relações militares entre os dois países foram reduzidas no ano passado, depois de Pequim protestar contra a intenção dos EUA de venderem 6,4 bilhões de dólares em armas a Taiwan.

Gates disse que a ausência de relações militares bilaterais pode ampliar os riscos de confronto. Nos últimos anos, embarcações dos dois países se envolveram em incidentes nos mares próximos à China, e em 2001 uma colisão entre dois aviões militares causou uma crise diplomática.

"Estamos fortemente de acordo que, a fim de reduzir as chances de falhas de comunicações, mal-entendidos ou erros de cálculo, é importante que nossos laços entre militares sejam sólidos, consistentes, e não sujeitos às oscilações dos ventos políticos", disse Gates a jornalistas após reunião com Liang.

O ministro chinês afirmou que ele e Gates "concordaram que os contatos sustentados e confiáveis entre militares ajudarão a reduzir os mal-entendidos e os erros de cálculo."

Gates e outros membros do governo também têm pressionado a China a ajudar a conter as ambições nucleares da Coreia do Norte e do Irã, e cobram de Pequim mais transparência a respeito da modernização das suas Forças Armadas.

Em 2010, a China elevou seu orçamento militar em 7,5 por cento, elevando o gasto total a mais de 80 bilhões de dólares. Muitos analistas dizem, no entanto, que o gasto militar na verdade é bem superior.

O programa chinês de modernização militar, que causa alarme também em outros países asiáticos, deve levar a China a produzir porta-aviões, caças "invisíveis" e mísseis balísticos antinavais.

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