Jim Watson/Reuters
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China e EUA têm pouco avanço durante visita de Hillary

Os dois lados reiteraram posições conflitantes sobre disputas territoriais e o conflito sírio

AE, Agência Estado

05 de setembro de 2012 | 14h13

PEQUIM - A China e os EUA tiveram pouco progresso nesta quarta-feira, 5, para a solução de questões diplomáticas espinhosas durante a visita a Pequim da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton. Os dois lados reiteraram posições de longa data sobre assuntos como disputas territoriais e o conflito na Síria.

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O governo chinês não se pronunciou sobre o cancelamento da reunião que o vice-presidente Xi Jinping teria com Hillary. Segundo um oficial norte-americano, Xi teria desistido do encontro por estar sofrendo de dor nas costas. O incidente mostrou como o vácuo de informação de Pequim em relação a suas principais autoridades alimenta a especulação de um público cada vez mais curioso e inserido na era digital.

A viagem de Hillary, provavelmente sua última à capital chinesa como secretária de Estado, está sendo acompanhada de perto enquanto ela tenta dar ênfase à guinada estratégica dos EUA, que mudaram o foco e o destino de recursos na região da Ásia e do Pacífico, um marco da política externa do governo Obama.

Hillary, no entanto, foi recebida com ceticismo em Pequim, onde a mídia estatal e boa parte do público a acusaram de tentar minar a crescente influência política e econômica da China ao tentar afastar o gigante asiático de alguns de seus vizinhos. Hillary voltou a dizer que as ações dos EUA na região não têm a China como alvo.

"Nós acreditamos seriamente que a China tem um papel vital como força de segurança e paz, estabilidade e prosperidade, no âmbito regional e global", disse Hillary, durante pronunciamento conjunto com o ministro das Relações Exteriores chinês, Yang Jiechi. "Os EUA contam com a liderança da China para lidar com muitos de nossos desafios globais em comum."

Com Dow Jones

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