China e Japão vão usar pressão e diálogo com Pyongyang

Pressão e diálogo. É com essa combinação que o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e o presidente da China, Hu Jintao, pretendem convencer a Coréia do Norte a voltar à mesa de negociações e aceitar a paralisação de seu programa atômico. Os dois dirigentes, após reunião que tiveram neste sábado, em Hanói, decidiram trabalhar conjuntamente para "obter resultados concretos" nas negociações multilaterais que poderão ser retomadas na primeira quinzena de dezembro, segundo um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores japonês. Hu e Abe estão em Hanói para a cúpula de líderes do Fórum de Cooperação Ásia-Pacífico (Apec) que começa neste sábado. "O presidente Hu disse que a China quer promover uma cooperação estreita com o Japão para retomar as conversas de seis lados sobre a Coréia do Norte", disse o porta-voz japonês. O porta-voz negou que haja diferenças de enfoque entre a posição do Japão, supostamente mais inclinada à pressão que ao diálogo, e a da China e Coréia do Sul. "Não vemos diferenças neste ponto. Minha opinião pessoal é de que a China talvez seja mais cautelosa, mas basicamente a posição dos dois países é a mesma", ressaltou. A Coréia do Norte aceitou, há duas semanas, voltar à mesa de negociações com China, Rússia, EUA, Coréia do Sul e Japão, após um ano de suspensão das negociações e depois de ter realizado seu primeiro teste nuclear, dia 9 de outubro. O Japão impôs à Coréia do Norte fortes sanções comerciais, além das adotadas pelo Conselho de Segurança da ONU. "O primeiro-ministro Abe pediu a compreensão da China, que preside as negociações de seis lados, e seu apoio", destacou a fonte.

Agencia Estado,

18 Novembro 2006 | 05h38

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.