China e Rússia criticam imposição de sanções no Sudão

A China e a Rússia expressaram sua oposição à imposição de sanções da ONU contra indivíduos que bloqueiam o processo de paz na região de Darfur, no noroeste do Sudão. Os dois países referem-se à divulgação, na semana passada, pelos Estados Unidos e o Reino Unido, de um projeto de resolução com os nomes de quatro pessoas que, segundo o documento, deveriam sofrer sanções que incluem a proibição de viajar e o congelamento de seus bens financeiros.As pessoas mencionadas são Sheikh Moussa Hilal, chefe da tribo Jalul no norte de Darfur; Adam Yacub Shant, comandante do Movimento de Libertação do Sudão, e os chefes das forças governamentais Gabril Abdil Karim Badri e Gaffar Mohammed El Hassan.O embaixador da China, Wang Guangya, se opôs à imposição das sanções, "especialmente, no momento em que a comunidade internacional pressiona o governo de Cartum e os grupos rebeldes de Darfur a firmarem um acordo de paz ainda este mês".A Rússia, através do seu embaixador, Andrey Denisov, afirmou que não é contrária à imposição de sanções, por acreditar que poderiam dificultar a busca por uma solução para a crise.No entanto, o embaixador dos EUA, John Bolton, disse que seu país continuará pressionando a aprovação do projeto de resolução, argumentando que a lista das pessoas indicadas no documento é muito "sólida".ONUO Conselho de Segurança da ONU aprovou em março de 2005 uma resolução para a imposição de sanções para quem dificultar o processo de paz na região sudanesa de Darfur ou violar os direitos humanos, mas até o momento não foram aplicadas diante da possibilidade de que piorem as negociações de paz.O conflito de Darfur, no noroeste sudanês, teve início em fevereiro de 2003, quando os grupos rebeldes Movimento de Libertação do Sudão e Movimento para a Justiça e a Igualdade pegaram em armas para lutar contra o regime de Cartum, que acusam de abandono e marginalização.A União Africana estabeleceu o dia 30 de abril como prazo para que o governo de Cartum e os líderes dos grupos rebeldes cheguem a um acordo de paz, data que também foi apoiada pelo Conselho de Segurança da ONU.

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