George Ourfalian/Reuters
George Ourfalian/Reuters

China e Rússia pedem fim de violência na Síria

Duplo atentado deixou 55 mortos e quase 400 feridos em Damasco nesta quinta

AE, Agência Estado

10 Maio 2012 | 12h58

PEQUIM - Os governos da China e da Rússia pediram nesta quinta-feira, 10, o fim da violência na Síria após um duplo atentado a bomba que mais cedo deixou pelo menos 55 mortos e quase 400 feridos em Damasco, capital do país.

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O regime do presidente sírio Bashar Assad atribuiu o ataque a "terroristas", enquanto a oposição acusou o governo de ter patrocinado o atentado para ameaçar os monitores da ONU que se encontram no país para observar o cumprimento de um acordo de cessar-fogo em vigor desde 12 de abril.

"Pedimos a todas as partes (envolvidas no conflito) que interrompam a violência e cooperem com (o representante da ONU e da Liga Árabe, Kofi) Annan e os enviados especiais da ONU", disse o ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, depois de se reunir com o colega chinês Yang Jiechi. Annan é autor de um plano de paz - que inclui o cessar-fogo - para a Síria.

O porta-voz da chancelaria chinesa, Hong Lei, também defendeu o fim da violência e condenou um ataque anterior contra um comboio da ONU, que ontem deixou dez soldados feridos.

Lavrov disse ainda que a Rússia não vai mudar sua postura em relação à situação na Síria. Pequim e Moscou, ambos tradicionais aliados de Damasco, foram criticados no começo do ano por vetarem duas resoluções do Conselho de Segurança da ONU contra o regime de Assad. Desde então, os países têm apoiado os esforços de Annan para restaurar a paz na Síria.

Segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, organização não-governamental (ONG) com sede em Londres, quase 12 mil pessoas, civis em suas maioria, foram mortas na onda de violência da Síria, que teve início há 14 meses com um levante popular contra o regime de Assad. Destes, 800 morreram desde o início do cessar-fogo, afirma a ONG.

Em Washington, o governo norte-americano condenou o atentado de hoje na Síria e classificou de "repreensível" o assassinato de civis no país. De acordo com a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, os EUA continuam a exigir que Assad "implemente imediatamente e em sua totalidade" o acordo de paz de Annan.

As informações são da Dow Jones

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