China eleva estimativa de mortos no Tibet, protestos se espalham

A China informou que 19 pessoasmorreram nos motins na capital tibetana na semana passada, e amídia oficial alertou contra a possibilidade de distúrbios àregião noroeste de Xinjiang,onde muçulmanos vivem sob as rédeaschinesas. Dezoito pessoas foram queimadas ou feridas até a morte nasmanifestações em Lhasa, segundo a agência de notícias Xinhua. O aumento no número ocorre em meio à crescente preocupaçãointernacional a respeito da reação chinesa aos protestos, àsvésperas dos Jogos Olímpicos de Pequim, que o país anfitriãoespera ser a celebração de seu status de potência mundial. A Xinhua disse que 18 civis e um policial morreram emLhasa. Ao todo, 382 pessoas ficaram feridas, 58 delas em estadograve. Incendiários colocaram fogo em 908 lojas, 84 veículos, 7escolas e 120 residências, segundo a agência. A polícia de Lhasa divulgou uma lista de 21 suspeitosprocurados e colocou suas fotos na Internet. Tibetanos no exílio dizem que mais de cem pessoas morreramnos protestos, que se espalharam nesta semana para paísesvizinhos em áreas de etnia tibetana. Helicópteros do exércitovoaram sobre a cidade de Kangdidng, a oeste da província deSichuan. Em um vilareno a noroeste, testemunhas disseram quequalquer um que se parecesse com a etnia Han estava sendoagredido. A mídia oficial na região de Xinjiang alertou que ocorriammanifestações inspiradas nos protestos tibetanos. "Não importa se é a independência do Tibet, de Xinjian oude Taiwan, a meta é sempre a mesma: criar o caos e dividir aterra-mãe," disse um comentário colocado no site oficial denotícias de Xinjiang (www.tianshannet.com). "China e Pequim recebendo os Jogos Olímpicos em 2008 levouseparatistas em casa e no exterior a acreditar que eles têm umaoportunidade de ouro. Se não arruinarem as coisas, eles não sesentirão felizes, porque não terão atingido sua meta de sabotara imagem da China. O ministro do Exterior da Alemanha, Frank-WalterSteinmeier, pressionou Pequim a ser mais aberta e deixar oresto do mundo testemunhar por si próprio o que está ocorrendono Tibet. "A China está apenas causando prejuízos a si própria aoimpedir observadores internacionais de ver o que estáocorrendo", disse ele ao jornal Bild. Pequim levou militares à região, mas barrou a entrada deestrangeiros no Tibet em algumas regiões onde vivem pessoas deetnia tibetana.

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