China eleva número de mortos em conflito étnico para 192

Governo de Pequim diz ainda que 1.721 foram feridos nos confrontos entre chineses das etnias han e uigur

15 de julho de 2009 | 08h43

O número de mortos nos confrontos étnicos entre chineses das etnias han e uigur no noroeste da China subiu de 184 para 192, informou nesta quarta-feira, 15, a agência estatal de notícias Xinhua. A nova cifra de mortos no conflito étnico foi divulgada pela direção do Partido Comunista em Xinjiang, província onde ocorreram os distúrbios.

 

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O número de feridos nos piores episódios de violência étnica ocorridos em décadas na China passou de 1.680 para 1721, prossegue a nota da Xinhua.  A informação, que contabiliza oito novas vítimas, não detalhou etniaa, embora as estimativas oficiais anteriores tenham apontado que a maior parte das pessoas que morreram era de chineses da etnia han (majoritária no país). Também não foi detalhado quantas dessas pessoas morreram no dia 5 de julho, quando os principais ataques de uigures contra chineses han foram registrados, ou em dias posteriores, nos quais se reportaram enfrentamentos de han contra uigures, especialmente no dia 7 de julho.

 

Os distúrbios de Urumqi deixaram a cidade em permanente estado de alerta, com forças paramilitares ainda patrulhando as ruas e, embora a situação seja de relativa normalidade, com comércios abertos e veículos circulando pelas ruas, a tensão continua. Na segunda-feira passada, a polícia matou dois uigures e feriu outro que supostamente estavam atacando outra pessoa da mesma etnia no sul da cidade.

 

A China advertiu seus cidadão na Argélia sobre possíveis ataques da Al-Qaeda em represália pela operação de segurança lançada por Pequim na região muçulmana de Xinjiang. Além disso, a segurança foi reforçada em torno de prédios diplomáticos chineses nas Filipinas, país que também sofre com a insurgência islâmica. O alerta foi feito depois que a consultora de riscos com base em Londres Stirling Assynt afirmou que a organização terrorista poderia atacar alvos chineses como vingança à repressão em Urumqi.

 

A amizade entre a China e o Islã - nascida nos tempos da descolonização e do movimento dos não-alinhados - registra agora, devido aos enfrentamentos entre chineses han e muçulmanos uigures, os primeiros sinais de afastamento, perante os quais Pequim reagiu com alarme. Por isso, o governo chinês pediu à comunidade muçulmana mundial que compreenda as medidas tomadas pelas autoridades nos distúrbios em Urumqi e "não entenda os distúrbios como um conflito de religiões".

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