China eleva para 13 número de mortos por distúrbios no Tibete

Além disso, os distúrbios deixaram 61 policiais feridos, dos quais seis estão em estado grave

Efe,

17 de março de 2008 | 01h18

Treze "civis inocentes" foram queimados ou apunhalados até a morte nos distúrbios de sexta-feira em Lhasa, a capital da região autônoma do Tibete, informou nesta segunda-feira, 17, a principal autoridade local, Qiangba Puncog. Veja também: China procura agitadores 'casa por casa' no TibeteCresce tensão no Tibete e China fecha capital por segurançaDalai Lama denuncia 'genocídio cultural' Governo tibetano estima que 80 pessoas morreram em LhasaHu Jintao é reeleito na China e Xi Jinping é seu vice  Puncog, citado pela agência estatal chinesa Xinhua, assegurou em entrevista coletiva que os autores dos distúrbios causaram mais de 300 incêndios em regiões residenciais e lojas, além de destruir 56 veículos e 214 lojas. Além disso, os distúrbios deixaram 61 policiais feridos, dos quais seis estão em estado grave. Puncog assegurou que a população da região "lutará firmemente contra o separatismo, a favor da pátria unificada e para manter a estabilidade social". Também afirmou que "qualquer tentativa separatista de sabotar a estabilidade do Tibete não receberá o apoio do povo e está condenado ao fracasso". Segundo a imprensa oficial, a eletricidade voltou à capital tibetana, onde os protestos iniciados no dia 10 de março, coincidindo com o 49º aniversário da revolta contra o regime comunista chinês, atingiram seus momentos mais violentos na sexta-feira passada.  Dalai-lama O líder espiritual do Tibete, Dalai-lama, pediu uma investigação internacional sobre o que caracterizou como "genocídio cultural" cometido pelas autoridades chinesas na região autônoma.  Uma manifestação em Haia contra a presença chinesa no Tibete, com a presença de 500 pessoas, acabou neste domingo em um ataque de cerca de cem participantes contra a embaixada chinesa na Holanda. Pelo menos dois manifestantes conseguiram entrar no edifício, onde foram detidos pela polícia e depois levados para a delegacia, disse um dos organizadores do protesto à imprensa.

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