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China elogia declarações de Obama e sinaliza reaproximação

Presidente americano se disse disposto a 'trabalhar em conjunto' com Pequim em questões globais

Reuters

30 de março de 2010 | 10h16

PEQUIM - A China aprovou a iniciativa de reaproximação expressada pelos EUA e elogiou o presidente Barack Obama por declarações feitas na segunda-feira, 29, durante reunião com o novo embaixador chinês em Washington, disse o Ministério de Relações Exteriores chinês nesta terça-feira, 30.

 

"A China aprecia a posição positiva do presidente Obama e do subsecretário de Estado James Steinberg na promoção das relações entre a China e os EUA", o porta-voz da chancelaria chinesa, Qin Gang, a jornalistas em Pequim. O representante não citou detalhes do encontro da véspera entre Obama e Steinberg, mas disse que o governo "levou a sério a reiteração por parte dos EUA dos seus compromissos por princípio nas questões de Taiwan e Tibete".

 

A China pleiteia a reintegração de Taiwan e diz combater um movimento separatista no Tibete. Os EUA pedem a Pequim que resolva as duas disputas por meio do diálogo. "Recentemente, houve turbulências gratuitas nas relações China-EUA, e isso não atende aos nossos interesses bilaterais comuns", acrescentou Qin.

 

A questão do Tibete é apenas uma das que gerou tensões entre os governos. Qin falou em tom conciliador, já que Pequim e Washington têm vivido uma fase de atritos também por conta do controle chinês sobre a Internet, a venda de armas dos EUA a Taiwan e a desvalorização do yuan.

 

"Manter saudáveis as relações bilaterais atende aos interesses fundamentais de ambos os nossos países e dos seus povos e é benéfico para a paz, a estabilidade e a prosperidade da região Ásia-Pacífico e do mundo", afirmou o porta-voz. Qin não disse, no entanto, se o presidente Hu Jintao irá à cúpula nuclear convocada por Obama para os dias 12 e 13 de abril.

 

No encontro de Obama e Steinberg com o chanceler chinês Zhang Yesui da segunda-feira, o lado americano "enfatizou a necessidade de que os EUA e a China trabalhem juntos e com a comunidade internacional em questões globais críticas, inclusive a não-proliferação e na busca por um crescimento global sustentável e equilibrado".

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