China encontra mais 170 toneladas de leite contaminado

Autoridades da China encontraram mais 170 toneladas de leite em pó contaminado, em uma ação para impedir a comercialização do produto adulterado. A investida das autoridades deixa cada vez mais claro que muitos produtos descobertos no escândalo de manipulação do leite, em 2008, foram na verdade embalados de novo para a venda, em vez de serem destruídos.

AE-AP, Agencia Estado

08 de fevereiro de 2010 | 11h46

O crescente número de casos nas últimas semanas desafia a promessa anterior do governo de alterar sua abordagem no setor de segurança alimentar, após centenas de milhares de crianças adoecerem pelo consumo de produtos lácteos contaminados com um componente químico, a melamina. Pelo menos seis crianças morreram no escândalo de 2008.

Os produtos contaminados apareceram recentemente na maior cidade da China, Xangai, e nas províncias de Shaanxi, Shandong, Liaoning, Guizhou, Jilin e Hebei. A ofensiva de dez dias das autoridades para apreender os produtos com problemas está programada para acabar na quarta-feira, mas não se sabe se pode ser estendida.

Na mais recente descoberta, autoridades encontraram mais de 170 toneladas de leite em pó contaminado pelo componente químico melamina e fecharam duas companhias do setor, na região norte de Ningxia, informou hoje o jornal "China Daily".

A matéria do diário estatal afirma que funcionários apreenderam 72 toneladas de pó, mas ainda buscavam o restante do produto, que foi novamente embalado pela Ningxia Tiantian e vendido a fábricas na região vizinha da Mongólia Interior e nas províncias do sul de Cantão e Fujian.

Fornecedores de leite foram no passado acusados de acrescentarem melamina, que tem bastante nitrogênio, para fraudar testes de níveis de proteína. Com isso, podiam acrescentar água à mistura, aumentando os lucros. A melamina, porém, pode causar problemas de saúde e até a morte, caso ingerida em grandes quantidades, sobretudo por crianças.

A matéria do jornal afirma que o pó contaminado deveria ter sido destruído em 2008, mas a Ningxia Tiantian recebeu o material de uma companhia, cujo nome não foi não divulgado, como parte do pagamento de uma dívida.

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