China espera estabilidade e expressa apoio a herdeiro

Principal aliada do isolado regime de Pyongyang, a China anunciou ontem que manterá a cooperação com o país vizinho e conclamou a população norte-coreana a se unir sob a liderança do "camarada" Kim Jong-un.

CLÁUDIA TREVISAN, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2011 | 03h06

A maior preocupação de Pequim é a manutenção da estabilidade na região e dentro da Coreia do Norte, onde o eventual colapso do regime provocaria uma invasão de refugiados pela fronteira comum de 1.416 km.

"A China e outros países devem aumentar sua cooperação e comunicação com a Coreia do Norte para evitar que influências desastrosas tomem conta do país", avaliou Zhang Liangui, do Centro de Estudos Sul-Coreanos da Universidade de Pequim, em artigo publicado no jornal Global Times, ligado ao Partido Comunista.

Pequim gostaria de ver os norte-coreanos adotarem reformas econômicas semelhantes às adotadas pela China, mas analistas consideram remota a possibilidade de grandes mudanças.

"Eu não acredito que haverá ajuste econômico significativo, porque isso afetaria a base do regime construído por Kim Il-sung", disse Cheng Xiaohe, professor da Universidade do Povo.

Li Yongchun, da Academia de Ciências Sociais da China, também considera remota a possibilidade de reformas profundas, principalmente em razão do conflito com EUA e Coreia do Sul. "Eles se sentem inseguros, o que dificulta uma eventual abertura", disse Li.

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