China está em alerta por vazamentos radiativos após terremoto

Uma das regiões mais atingidas abriga laboratório de pesquisas de armas nucleares e instalações secretas

BENJAMIN KANG LIM, REUTERS

16 de maio de 2008 | 10h40

A China está em alerta preventivo contra possíveis vazamentos radioativos causados pelo pior terremoto no país em três décadas, de acordo com o site do governo, acessado nesta sexta-feira, 16. Mianyang, uma das áreas mais atingidas pelo desastre, abriga o laboratório de pesquisas sobre armas nucleares, vários instalações nucleares secretas, mas nenhuma estação de energia nuclear.   Veja também: China enterra mortos em meio a novos tremores secundários Política de filho único amplia tragédia Mapa da destruição na China  Entenda como acontecem os terremotos  Vídeo com imagens do terremoto  Vídeo com imagens do resgate  Imagens da destruição Zhou Shengxian, ministro da Proteção Ambiental, convocou uma reunião de emergência na segunda-feira, horas depois de um terremoto de magnitude 7,9 atingir a Província de Sichuan. Depois disso, eles colocaram a região no nível mais crítico de um ranking de quatro estágios de radiação, disse o ministério em seu site (www.zhb.gov.cn). O presidente Hu Jintao voou para Mianyang na sexta-feira, quatro dias depois do terremoto que pode ter matado mais de 50 mil pessoas, informaram a televisão e a agência de notícias estatal Xinhua - uma indicação de que o risco era baixo. A Xinhua não disse se Hu perguntou sobre as instalações nucleares dali.  Mas cientistas do setor nuclear foram retirados da área, como medida de precaução, disse uma fonte ligada à operação de desocupação. "Todo mundo foi retirado (de lá). Não sobrou ninguém", disse a fonte, que pediu à Reuters para não revelar seu nome. "Mianyang foi a primeira parada de Hu Jintao (em Sichuan), prova da importância que ele dá à base de armas nucleares", disse. A Academia Chinesa de Engenharia Física, também conhecida como Instituto Sudoeste, em Mianyang, é o principal laboratório de desenvolvimento das armas nucleares chinesas, de acordo com o site www.globalsecurity.org. Um especialista ocidental que conhece o laboratório de Mianyang disse que é improvável que corra grandes riscos.

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