China evacua estrangeiros do Iêmen em ato sem precedentes

Uma fragata da Marinha chinesa evacuou 225 cidadãos estrangeiros do Iêmen, que está em conflito, disse o Ministério das Relações Exteriores, na primeira vez que o exército chinês ajudou outros países a retirarem cidadãos durante uma crise internacional.

MEGHA RAJAGO, REUTERS

03 de abril de 2015 | 12h34

Pessoas de dez nacionalidades diferentes estavam entre os retirados na tarde de quinta-feira em Áden, segunda maior cidade do Iêmen, e transportados para Djibouti, divulgou o ministério em nota em seu site na quinta-feira.

O órgão disse que governos estrangeiros -Paquistão, Etiópia, Cingapura, Itália, Alemanha, Polônia, Irlanda, Grã-Bretanha, Canadá e Iêmen - pediram ajuda da China.

Uma fonte diplomática familiar com a operação disse que o conflito chegou perto do navio de guerra chinês.

Uma porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Alemanha confirmou que a China levou três alemães para Djibouti, adicionando que Berlim estava "muito agradecida ao governo chinês por seu apoio".

A violência tem se espalhado pelo Iêmen desde o ano passado, quando militantes xiitas houthi, apoiados pelo Irã, tomaram a capital, Sanaa, e retiraram o presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi. Uma aliança liderada pela Arábia Saudita atacou os rebeldes com ataques aéreos na semana passada.

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