China executa 2 tibetanos por envolvimento em protestos

As autoridades chinesas executaram duas pessoas por suposta participação nos violentos protestos do ano passado na região do Tibete. Os mortos foram identificados como Lobsang Gyaltsen e Loyak. Eles foram sentenciados em abril por "iniciar disparos fatais". De acordo com o grupo Campanha Internacional pelo Tibete, sediado em Washington, nos Estados Unidos, essas são as primeiras execuções conhecidas no caso. Um porta-voz da chancelaria chinesa confirmou as mortes, sem oferecer detalhes.

AE-AP, Agencia Estado

27 de outubro de 2009 | 13h19

A entidade afirmou que os dois foram executados na capital tibetana, Lhasa, sem mencionar a data. Outros grupos de direitos humanos afirmaram que as mortes ocorreram na terça-feira da semana passada. Segundo a Campanha Internacional pelo Tibete, a notícia partiu da chancelaria britânica, com base em informação da Embaixada da China em Londres.

Em março de 2008, tibetanos iniciaram um violento protesto que resultou em confrontos contra migrantes da etnia Han e em retaliações. As autoridades chinesas reconhecem que 22 pessoas morreram nos distúrbios, mas segundo os tibetanos o número de vítimas é bem maior. Os tibetanos reclamam de discriminação no país, o que Pequim nega.

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