Manish Swarup/AP
Manish Swarup/AP

China 'exige' suspensão da reunião entre Obama e o dalai-lama

Governo chinês considera o líder um separatista e pede aos americanos que rejeitem independência tibetana

Efe,

12 de fevereiro de 2010 | 07h58

O governo da China exige que os EUA suspendam "imediatamente" a reunião entre o presidente Barack Obama e o dalai-lama, informou nesta sexta-feira, 12, o porta-voz do Ministério de Exteriores Ma Zhaoxu, em declarações publicadas pela agência oficial Xinhua.

 

"A China se opõe firmemente à visita do dalai-lama aos EUA e a qualquer contato dele com líderes americanos", acrescentou Ma. O porta-voz de Exteriores orientou os EUA "a compreenderem a grande sensibilidade das questões relacionadas com o Tibete, cumprirem seu compromisso de reconhecer o Tibete como parte da China e se oporem à independência do Tibete".

 

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, informou na quinta-feira que o presidente dos EUA vai receber o líder tibetano no próximo dia 18. O governo chinês qualifica o dalai-lama como separatista, enquanto ele procura maior autonomia para o Tibete e aumento do território da região autônoma.

 

Obama recusou o encontro com o líder espiritual tibetano durante a última visita dele a Washington, no ano passado, para evitar tensões diplomáticas com Pequim antes da visita de Estado que efetuou à China em novembro.

 

Pequim considera que a região autônoma do Tibete abrange 1,2 milhões de quilômetros quadrados no sudoeste do país, enquanto os grupos ligados ao dalai-lama incluem zonas de outras províncias chinesas, onde vivem tibetanos, e que se estendem por pelo menos outro milhão de quilômetros quadrados.

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