China expulsa correspondente da Al-Jazeera no país

É a primeira vez em 14 anos que o governo de Pequim manda um jornalista estrangeiro embora do país

CLÁUDIA TREVISAN , CORRESPONDENTE / PEQUIM, O Estado de S.Paulo

09 Maio 2012 | 03h06

Pela primeira vez em 14 anos, o governo chinês expulsou um jornalista estrangeiro do país. A americana Melissa Chan, da rede Al-Jazeera, que há cinco anos trabalhava como correspondente em Pequim, teve de deixar a China. As autoridades negaram visto para eventuais substitutos.

A decisão foi condenada por entidades de defesa da liberdade de imprensa, que a veem como uma ameaça à independência dos jornalistas que atuam no país. "Esse é o mais extremo exemplo de um padrão recente de usar os vistos de jornalistas em uma tentativa de censurar e intimidar correspondentes estrangeiros na China", disse, em nota, o Clube de Correspondentes Estrangeiros da China.

Segundo a entidade, a expulsão foi motivada pelo descontentamento das autoridades chinesas com um documentário exibido pela emissora em novembro de 2011, produzido fora da China, sem a participação da correspondente em Pequim.

O porta-voz da chancelaria chinesa, Hong Lei, disse ontem que jornalistas estrangeiros no país devem seguir as "regras e regulamentos" chineses, mas se recusou a apontar quais dispositivos Chan teria desrespeitado.

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