China faz chover para celebrar 60 anos da revolução

A festa de 60 anos da China comunista terminou na noite de ontem com um apoteótico show, que incluiu a surpreendente participação dos engravatados dirigentes máximos do país em um dos números de dança. As celebrações ocorreram sob céu azul e lua quase cheia, depois de dois dias encobertos e com neblina. O extraordinário tempo bom foi em parte resultado dos responsáveis pela meteorologia de Pequim, que determinaram o bombardeio com produtos químicos das nuvens que estavam carregadas. Com isso, choveu na madrugada e, quando o dia amanheceu, o céu já estava limpo.

AE, Agencia Estado

02 de outubro de 2009 | 07h46

O presidente Hu Jintao, seu antecessor, Jiang Zemin, o primeiro-ministro Wen Jiabao e outros sete integrantes do comitê permanente do Politburo desceram do palanque montado no portão de entrada da Cidade Proibida e foram cercados por círculos concêntricos criados pelos participantes da performance. No centro, deram as mãos a artistas para formar uma roda, executaram passos desajeitados e cantaram.

Responsável pela abertura da Olimpíada de Pequim, o cineasta Zhang Yimou realizou um espetáculo marcado pela euforia e o orgulho nacional. A imensa Praça da Paz Celestial (Tiananmen) foi ocupada por 100 mil pessoas, entre dançarinos, cantores, soldados, estudantes e voluntários.

O centro da performance era o enorme mastro com a bandeira da China que fica ao norte da praça. Ao redor dela foi criado um imenso quadrado luminoso, com pessoas que carregavam pequenas "árvores" com lâmpadas nas pontas dos galhos. As luzes e painéis carregados pelos artistas mudavam de cor constantemente e acompanhavam o show de gala executado pelos músicos.

Entre o quadrado luminoso e o palanque das autoridades, dançarinos realizavam coreografias embalados por alguns dos mais famosos músicos chineses, entre os quais a cantora Peng Liyuan, major-general do Exército de Libertação Popular e mulher de Xi Jinping, o homem que deverá suceder a Hu Jintao em 2012. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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