China faz manobras militares no Mar Amarelo

Exercícios acontecem antes de Estados Unidos e Coreia do Sul aprovarem a realização de atividades bélicas em conjunto

Reuters,

20 de julho de 2010 | 03h07

PEQUIM - A China fez manobras militares no Mar Amarelo, no último final de semana, segundo a mídia estatal. Atividade chinesa aconteceu antes de Washington e Seul aprovarem a realização de exercícios militares em conjunto próximo à região.

Quatro helicópteros e barcos de resgate foram implantados em dois dias de perfurações, organizado pelo Departamento Geral de Logística do Exército Popular de Libertação, e pelo Instituto de Transporte e Prontidão de Combate. As informações são da agência estatal Xinhua.

Tropas da Região Militar de Jinam e a agentes do Ministério dos Transportes também participaram dos exercícios, que começaram no sábado, no Mar Amarelo.

Uma parte dos broca ensaiada mostra como se defender contra súbitos ataques de longa distância, diz a agência estatal. Também foram explorados formas de integrar as tropas e civis para enfrentar emergências. Xinhua citou Zuo Xiaohy, comandante da broca e diretor de transportes para a Região Militar de Jinan. A Xinhua não fez menções aos atrasos nos exercícios militares entre os Estados Unidos e Coreia do Sul, que espera ser aprovado em breve e terá um lugar entre o Mar Amarelo e o Mar do Japão.

O jornal oficial China Daily citou especialistas que disseram que a broca chinesa é pequena e rotineira. "A natureza da broca é muito diferente daquela que os Estados Unidos e a Coreia fizeram em ação militar", diz o analista militar residente em Pequim, Peng Guaningqian, no jornal.

"A escala da semana de exercícios será pequena e co-organizada pelo Departamento de Logística, que é responsável pelo equipamento de transporte", completa.

Tensões na Península da Coreia aumentou desde o naufrágio em março do navio de guerra sul-coreano, que matou 46 marinheiros. Uma investigação foi iniciada por Seul, que incluiu especialistas internacionais, que acharam um torpedo, que foi disparado por um submarino da Coreia do Norte.

A Coreia do Norte nega a responsabilidade e é aliado de longa data da China, que não aceitou as conclusões da investigação.

Este mês, Pyongyang escamou da censura das Nações Unidas, que condenou o ataque, mas não culpa a Coreia do Norte. A China diz que se opõe as brocas dos Estados Unidos e da Coreia do Norte.

"Nos decidimos que somos contra as atividades no Mar Amarelo que possa ameaçar a segurança da China", diz o porta-voz do ministro das Relações Exteriores da China, Qin Gand, em uma coletiva na última quinta-feira, quando foi questionado sobre os exercícios militares.

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